Eu sinto sua falta. Eram as quatro palavras que eu desejava não falar, eu prometi a mim mesma que não as deixariam escapar, mas já não é tão fácil esconde-las. Querido, você se lembra da nossa casa? Não sei se poderia chamar aquilo de casa, mas parecia um chalé de conto de fadas. Não pelo fato de que era habitada por flores, paredes coloridas e janelas e madeira, mas porque era pequena, aconchegantes e, mesmo que faltassem muitos móveis e era cheia de caixas espalhadas por ela toda, não faltava é amor. Se lembra das nossas conversas? Das nossas risadas, das nossas brigas? Até disso eu sinto falta. Lembro de você reclamando porque meu jeito de dobrar a roupa passada era diferente do da sua mãe, você implicava comigo porque eu gostava de leite e você de café, gostava do jeito como você sorria quando mordiscava minha orelha e eu ficava toda arrepiada. Lembro de quando eu arrumava nosso quarto, tirava suas roupas do chão, porque se dependesse de você elas morariam no chão. Amava o jeito como você me puxava pra parede pela cintura, como enrolava meu cabelo, o jeito com que acariciava meu rosto quando estava nervosa, quando me pegava no colo e me jogava na cama. Gostava que você preparasse o café da manhã nos dias frios pra não ter que levantar da cama, amava quando saíamos de bicicleta pra comprar pão, e quando chovia? Fazíamos do nosso lar uma cabana, mais aconchegante impossível. Eu deitava no seu colo pra assistir a novela, e você ria de mim quando chorava nos filmes. Sempre ficava ao meu lado nos filmes de terror, e não zombava de mim quando fazia alguma coisa errada. Você era diferente dos outros. Por favor volta? To com saudade de nós.
Maria Clara (secreta paixão)
Hoje eu vou contar a história de um casal de namorados. Eles eram bem amigos, brigavam as vezes, saiam nos finais de semana. Uma vez ou outra pediam conselhos um para o outro. A vida deles estava muito bem. Eram aqueles “feitos um para o outro”. Passeios no parque, cinema, conversas, brincadeiras, brigas. Ele queria algo novo, algo diferente das mesmas chatices de sempre. Ele cansou de aguentar sempre os mesmos ciumes bobo que ela tinha. Ele começou a sair com os amigos para mais festas e lá começou a se interessar por outras garotas. Enquanto isso, ela continuava achando que tudo estava certo. Afinal, porque não estaria? O namoro estava normal para ela. Até que um dia, ele terminou. Terminou com uma simples ligação e logo em seguida saiu com os amigos para ‘pegar geral’. E ela? Ele nem queria saber disso. Não se importava, afinal, ele estaria feliz. Ela chorou. Chorou muito. Ligou para as amigas, desabafou, deixou de comer por um tempo e por muitos dias não conseguia ouvir o nome do tal garoto que a magoara. Mas o tempo passou. Ela começou a se interessar por outros garotos, cantar, dançar, festejar. Finalmente ela tinha o esquecido. Esquecido aquele que talvez tivesse a enganado por todo o relacionamento. Estava finalmente feliz. Mas ele começou a sentir falta de ter alguém. Ele estava cansado da mesma rotina de sempre: Sair, pegar todas, iludir algumas que gostaria de ficar mais uma vez. Sempre a mesma coisa. Ele queria um relacionamento sério. Então se lembrou da menina que havia magoado. Ele estava arrependido, percebeu que sua vida era perfeita, apenas quando ela já não era tão perfeita assim. Ele então ligou para ela. Pediu desculpas centenas de vezes, mas nada adiantou. Ele ficou triste por muito tempo, mas aprendeu. Ele parou de iludir. Parou de magoar, de só se importar com ele mesmo. Ele começou a amar, e a valorizar.
Eu poderia te abraçar todos os dias. Eu poderia segurar sua mão. Eu poderia te fazer sorrir quando você estivesse triste. Eu poderia fazer cócegas em você todos os dias e nós nos divertiríamos muito. Eu poderia ouvir você contando seus problemas por horas e horas e arrumar uma solução para cada um deles. Eu poderia sair com você e te mostrar lugares lindos. Eu poderia te fazer muito feliz. Pois é, eu poderia, mas infelizmente as coisas não dependem só da minha vontade.
Quando uma pessoa te xinga, critica ou ofende é porque essa foi a única forma que ela encontrou para chamar a sua atenção. (Sabedorias)






